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27/01/2020Esclerodermia, tire suas dúvidas

Esta é mais uma doença autoimune em que as causas para o seu aparecimento não são claras. Dr. Antônio Demétrio, reumatologista, explica que esta patologia causa uma fibrose na pele e também em órgãos do nosso corpo, além de formar anticorpos contra o próprio organismo. “Não é uma doença comum. Ela pode se apresentar de duas formas: a sistêmica e a localizada. A diferença entre elas é que a sistêmica afeta pele e órgãos e a localizada se restringe à pele”, descreve.


Dados apontam que as mulheres são mais acometidas pela doença na forma sistêmica, em especial após os 40 anos, já a forma localizada atinge mais as crianças e pode se tornar inativa de forma espontânea com o passar dos anos.
Não há uma cura para a esclerodermia, portanto, o tratamento vai buscar o alívio dos sintomas além de tentar evitar que doença progrida. “Podemos fazer uso de medicações específicas e da fototerapia. Além disso, como a doença causa essa fibrose, que é um endurecimento da pele, a fisioterapia é uma aliada para preservar a mobilidade das articulações”, diz.


O espessamento da pele costuma ser o primeiro sinal de alerta para a doença. “Além disso, temos o que chamamos de fenômeno de Raynaud, que é quando as extremidades do corpo têm alterações de coloração, ficando mas pálidas ou azuladas em temperaturas baixas e avermelhadas com o calor. É um sintoma que pode levar a um diagnóstico precoce da esclerodermia sistêmica”, afirma. O diagnóstico é feito pelo especialista que vai determinar a melhor conduta para cada caso, dependendo dos órgãos que foram acometidos pela doença.

 

Dr. Antonio Demétrio

CRM 26291 PR

RQE 16362

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