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05/11/2018Fibromialgia causa dor e fadiga

Queixa mais frequente nos consultórios de reumatologia, a fibromialgia é uma doença que não tem cura, mas pode ter seus sintomas aliviados com tratamento adequado. Ter o diagnóstico é o primeiro passo para conviver com o quadro com qualidade de vida. O reumatologista Dr. Antônio Demétrio aponta que o diagnóstico da doença é clínico. “Para chegar ao diagnóstico da fibromialgia nos baseamos na história do paciente, avaliação clínica e pontos onde a dor se manifesta. Os exames que são realizados têm por objetivo descartar outras doenças e condições clínicas. A fibromialgia não é um distúrbio que provoca inflamação, por isso não há alteração dos exames laboratoriais destes pacientes e nem mesmo alterações em exames de imagem”, antecipa.

Dados indicam que no Brasil a fibromialgia afeta até 3% da população geral, sendo mais frequente nas mulheres entre os 30 e 55 anos. “É uma doença que prejudica a qualidade de vida, que causa dores. Ela tem um aspecto emocional envolvido, o tratamento é individualizado e focado em cada paciente. Temos que tratar das dores físicas e também do lado emocional para aliviar os sintomas da doença. É muito importante frisar que a dor que o paciente sente é real, não é emocional, o aspecto emocional está relacionado à doença mas de forma alguma a dor é ilusória”, pontua Dr. Antônio.  Além da dor, o especialista cita a fadiga, a depressão e distúrbio do sono como outros sintomas comuns relatados por pacientes com fibromialgia.

Uso de medicamentos antidepressivos é parte do tratamento. Mudanças nos hábitos de vida ajudam e muito a melhorar o quadro. “Realizar atividades físicas traz um benefício muito grande, promove bem-estar e alívio das dores e fadiga. O paciente precisa fugir do sedentarismo”, orienta o reumatologista.

O tratamento é constante. “Quem sente dores pelo corpo todo e cansaço excessivo que não desaparece deve buscar ajuda médica. A fibromialgia pode ser incapacitante dependendo da evolução. É muito importante que os pacientes saibam que a doença pode ser controlada e que a vida pode seguir seu rumo sem dores e fadiga”, finaliza Dr. Antônio Demétrio.

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