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04/02/2019Fraturas por osteoporose nem sempre causam dor

A osteoporose é uma doença silenciosa caracterizada pela diminuição da massa óssea que leva à fragilidade do osso. Por conta disto, há um aumento do risco de sofrer fraturas na coluna vertebral e em outras partes do corpo. “Pacientes com osteoporose podem inclusive ter fraturas com quedas da própria altura ou até mesmo sem história de trauma”, alerta o ortopedista Ernesto Guimarães, especialista em coluna da Uniorte.

De acordo com ele, é frequente em idosos a fratura por insuficiência, ou fratura por osteoporose, situação que deve ser diagnosticada e tratada de forma adequada. “Não é toda fratura da coluna vertebral que necessita de tratamento cirúrgico, a maioria das fraturas são tratadas de maneira conservadora com uso de órteses (coletes) e acompanhamento com especialista em coluna”, orienta.

Em alguns casos, onde há instabilidade vertebral, se faz necessário o tratamento invasivo. “Diversas técnicas podem ser utilizadas dependendo de cada caso, entre elas há a vertebroplastia e a cifoplastia, onde é feita a cimentação dentro do corpo da vértebra aliviando dores e diminuindo a chance de complicações”, completa o especialista.

Dr. Ernesto explica que nem sempre a fratura da coluna vertebral por osteoporose é dolorosa, sendo comum o diagnóstico destas fraturas tardiamente justamente por conta da pouca dor que o paciente apresenta e também à baixa demanda física do paciente idoso. “Idosos que tenham queixa de dores na coluna sem melhora com tratamento medicamentoso devem ser investigados para possível fratura por osteoporose”, indica.

Cuidar da osteoporose é fundamental. Dr. Ernesto antecipa que o tratamento dela envolve medicamentos e atividade física associada com exposição solar adequada para que aconteça a ativação da vitamina D. Do outro lado, é importante reduzir os fatores de risco da doença. “Tabagismo, falta de atividade física e desnutrição auxiliam na piora da qualidade óssea facilitando que fraturas aconteçam. Mulheres, por questões hormonais, são estatisticamente mais afetadas do que homens”, conclui.          

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